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Transgressão, errância, desafio, eroticidade, metalinguagem e desconstrução são alguns dos vetores da produção poética angolana das últimas décadas. A nova poiesis é tecida por perplexidades e incertezas. Uma heterogeneidade de tendências reflete a dispersão dessa poesia que oscila entre a revitalização de formas orais da tradição e a ruptura / e ou recriação em relação a alguns dos procedimentos literários adotados por gerações anteriores.
A despeito do desencanto frente ao social prenhe de contradições, muitos poetas continuam a escrever versos, os quais, na maioria das vezes, se oferecem como instâncias críticas de reflexão acerca das amarguras do povo angolano.
É, pois, como resistência que a poesia sobrevive em Angola, ora trilhando os caminhos da sátira e da paródia, ora os do erotismo e metalinguagem, ora os dos mitos e sonhos. Estes sempre nutriram o sistema literário angolano e, nos tempos presentes, embora esgarçados, ainda constituem uma espécie de energia subterrânea que impulsiona a imaginação criadora, combatendo, assim, o imobilismo cultural.
O labor literário atual tem raízes na produção lírica dos anos 70 que, voltada para a redescoberta ética e estética do poder da palavra poética, foi designada por Luís Kandjimbo como «geração do silêncio» , tendo-se caracterizado pela consciência crítica em relação ao ato de escrever, ou seja, por um mergulho abissal nas entranhas da própria poesia, em busca de procedimentos inovadores. O poema passou a ser, desse modo, o lugar do encontro do poeta consigo mesmo, o local, portanto, da descoberta existencial, política e literária. Nesse sentido, deu passagem à poética dos anos 80, que radicalizou, em vários aspectos, as conquistas estéticas da década de 70, diferenciando-se desta, contudo, por não adotar a praxis do silêncio.
A poesia dos anos 80, definida por Kandjimbo como «geração das incertezas», e também a dos anos 90 têm como traço constante a temática da decepção e da angústia diante da situação de Angola que ainda não resolveu completamente a questão da fome e da miséria. As dúvidas em relação ao futuro interceptam as possibilidades entreabertas pelos ideais libertários dos anos 60 e a poesia se interioriza, não se atendo explicitamente às questões sociais. Ela «inscreve a demiurgia do Homem em todas as suas dimensões, engendrando um sub (sistema) literário com signos do tecido social, mas também de inquirição cogniscitiva.» Entre os poetas angolanos contemporâneas, destacamos: João Maimona, João Melo, José Luís Mendonça, Paula Tavares, Lopito Feijoó, Frederico Ningi, Maria Amélia Dalomba, Maria Alexandre Dáskalos, Conceição Cristóvão, Fernando Kafukeno, Luís Kandjimbo, entre outros.
Em grande parte dessa poesia escrita nas últimas décadas, os sonhos se encontram envoltos em uma visão crepuscular. Para Maimona, por exemplo, a trajetória da liberdade foi obliterada pela corrupção e as utopias em Angola foram asfixiadas pelos sofrimentos: De quem são as nuvens em ruas de sonho?/ De quem são os desertos que anunciam lágrimas?
Os poemas de Maimona produzidos nos anos 80 e 90 optam pelas trilhas da alegoria, operando com signos da ruína. Esqueletos enchem as mãos do poeta. São imagens da morte que ocupou o lugar dos sonhos. Há, todavia, nesses textos, apesar da desilusão, da dor e da solidão, a procura de elementos cósmicos: o ar, o vento, as aves, as abelhas, metáforas do tecido aéreo da poesia. Com a paz em Angola, em abril de 2002, verificam-se mutações na dicção lírica de diversos poetas. No livro Lugar e origem da beleza, de João Maimona editado em Luanda, em 2003, pelo Editorial Kilombelombe, não obstante a presença da memória dolorida do outrora, plasma-se um fecundo e criativo diálogo entre a pintura de Van e os poemas da referida obra. A plasticidade dos ideogramas pictóricos com imagens de pássaros contracena com a leveza e a sonoridade dos versos: (...) com a multidão de traços de esperança,
com simbólicas sepulturas. de homens,
que embalavam prolongadíssimas,
tempestades. e de quem teria ,
desencadeado incursões contra,
pacíficas florestas. crescia a,
toponímia das mutações saudando,
o lugar e a origem da beleza. (...)
O esboço de uma crescente esperança se plasma, ainda tênue, no presente, mesclando-se aos fios interrompidos de um pretérito que, imperfeito, tenta, por sua condição inconclusa, reatar as malhas de um passado diversas vezes entrecortado por uma história de sangue e dor. (...) as últimas horas alteraram a história,
e o dizer obsessivo da imaginação: ,
substância das configurações e alma,
interior do edifício. No pretérito imperfeito,
o verbo dilatava a fertilidade do barco. ,
Por entre o despertar da paz e a busca do lugar estético da beleza, a poética de João Maimona, no entanto, ainda cumpre a triste tarefa de exorcizar a memória de sentidas e profundas feridas: secular diálogo com uma cicatriz./ trama de lágrimas na ausência/ de canções e letras constantes.
Também os versos de José Luís Mendonça apresentam uma visão melancólica, embora sua poiesis procure, em última instância, «acordar a alva», alegoria da aurora dos sonhos e do amanhecer da poesia: A tempestade arrancou os ventos do meu peito. ,
A pele de leão do meu coração faísca,
Nos subúrbios da noite. De quem são estes sonhos ,
perfilados no mural dos meus testículos?
Essas imagens indicam a perda dos ventos da imaginação, frente à noite que se abateu sobre o eu-poético, cujos sonhos, contudo, sob a forma de desejos, se guardaram nos próprios testículos, local conotado que remete à reprodução, representando, por isso, uma forma de resistência.
Esse universo sombrio que envolveu Angola e suas cidades também foi denunciado por poemas de Costa Andrade, em que Luanda, humanizada, deu as costas a ela própria: Também há sombras e tugúrios,
indiferenças e murmúrios,
solidões que matam ,
Paula Tavares, em Dizes-me coisas amargas como os frutos, valendo-se de contundente onirismo, expressa, de modo alegórico, os absurdos do contexto angolano de guerra, no final dos anos 90 e princípio dos 2000: No meu sonho nascem tartarugas dos olhos dos anjos/ São elas que voam e eles que resolvem problemas matemáticos.
Outras vozes poéticas femininas também se revelaram no decorrer dos anos 80 e 90: Ana de Santana, Maria Alexandre Dáskalos, Amélia Dalomba, entre outros nomes. Na poesia dessas autoras, há a reivindicação do direito de a mulher ser correspondida nos prazeres sexuais, desfrutando da própria sexualidade. Os sujeitos líricos confessam saudades dos tempos livres, onde podiam admirar os flamingos e as andorinhas, alegorias dos antigos sonhos, da imaginação e dos desejos recalcados. Destacamos um poema de Ana de Santana, pois, em sua poesia, o sonho é temática recorrente, aparecendo, inclusive, no título de seu livro. Neste, o ato de sonhar se institui como lugar da metapoesia, espaço sempre possível de desafio e transgressão da palavra poética, que soa, por vezes, sonambulizada, em meio a um universo de gritos e lágrimas: Reinvento o sonho,
e curvo-me para apanhar,
o teu retrato caído. ,
Ao mesmo tempo, ,
um imenso nevoeiro,
para lá de nós,
e um grito de mulher na noite, ,
um choro de criança,
para além da parede, ,
chamando para a normalidade.
Outro poeta representativo da contemporânea poesia de Angola é João Melo, que vem publicando desde os anos 80. O erotismo, em sua poiesis, se fez arma de resistência para enfrentar medos e dores do passado e do presente povoados por fantasmas, pesadelos, gemidos. Poeta da paixão, elegeu o amor como forma de se manter vivo e poder sonhar: Estes fantasmas antigos,
Estas palavras,
Estes gemidos selvagens,
eu os arranco de ti, amor,
um segundo ,
apenas um segundo,
antes,
da violenta explosão,
destes tambores medonhos ,
e belos,
que eu não sei quem solta ,
Poetas como Lopito Feijoó e Frederico Ningi, cujos discursos romperam iconoclastamente com cânones estéticos tradicionais, recorrendo a metáforas dissonantes, corporizações plásticas de palavras e experimentalismos visuais, assumiram claramente um viés paródico, transgressor e irreverente, através do qual apontaram para os complexos pesadelos sociais. Frederico Ningi, iconicamente, se afirmou com uma poética tecida por palavras, imagens e símbolos gráficos. Sua poesia, dissonante e agressiva, por intermédio de construções imagéticas surreais, buscou advertir que os sonhos e a esperança, nas últimas décadas em Angola, estavam morrendo, sob o peso da corrupção e da guerra.
Também Lopito Feijoó foi autor de uma poiesis sorumbática que se erigiu como crítica violenta ao contexto político de Angola do fim dos anos 90 e início dos 2000. Conotações eróticas, entretanto, se mantiveram, em seus poemas, como frágeis possibilidades de não deixarem que os sonhos e os desejos viessem a morrer totalmente.
Herdeira de conquistas anteriores como, por exemplo, a do trabalho de intensificação lingüística e estética que caracterizou a poesia dos anos 70 e 80, encontramos entre outras, no panorama literário angolano dos 90, a poética de Fernando Kafukeno. Seu lirismo exacerba o exercício do aproveitamento das potencialidades intrínsecas da língua, primando, contudo, por uma economia capaz de desbastar o verbo poético de excessos e, através de uma contundência visual, desvelar uma Angola em que os sentidos foram anestesiados: o infinito,
cego,
há-de na ,
penumbra pedalar,
o surdo,
ocaso ,
Embora esse poema aponte para o ocaso e a penumbra, outro traço se faz recorrente na poiesis de Kafukeno: o erotismo sensorial que transforma seus versos em viagem de reflexão e desejo de novos sonhos. Estes, então, se instituem como agentes de manutenção e sobrevivência do prazer poético: esta viagem de sonho sabe-me,
à sandálias de couro do túnel que te reveste,
o prazer na descarga da espada ,
A imagem das sandálias de couro, metáfora da imaginação poética, e a contundência da espada, rasgando a superfície das palavras em descargas de prazer, provam que, a despeito do desencanto atual, a viagem da poesia ainda é possível. Esta, conforme, José Luís Mendonça, é o que brota a raiz e o que mexe / na mais obscura sinfonia de cada grão de poeira. Na maior parte da produção poética dos anos 90, observamos uma tônica: a de que os sonhos foram adiados em razão da catastrófica realidade do país. Conceição Cristóvão, por exemplo, expressou bem isso no poema «Apocalipse II»: turva claridade: ,
sonho e realidade adiados,
da criança é ténue o sorriso,
precocemente envelhecido,
ao redor é áspero e perpétuo o ar. ,
e meu corpo térreo e estático. ,
só o gume das palavras elípticas,
preenche o abismo do silêncio. ,
A crença no gume das palavras e na raiz da própria poesia transferiram os sonhos para o universo dos poemas, o que fez com que a literatura e as artes em geral se tivessem constituído como locais privilegiados de resistência, segundo versos de João Tala transcritos a seguir: raízes. da eterna palavra a semente. ,
(...) o tempo é,
a palavra que amadurece o fruto. ,
(...),
a seiva. é um animal que floresce,
em busca do pássaro inatingível.
Mostram-se freqüentes, entre os representantes da poesia angolana dos anos 90, as imagens de pássaros como, por exemplo, nos seguintes versos do poeta Ricardo Manuel, onde o eu-lírico alerta para a perda da liberdade em Angola: Gaivotas de asas cortadas e,
castelos desmoronados à,
espera da consumação do amor,
é o que nós somos! ,
Povoam também as obras dos poetas desse período andorinhas, flamingos e outras aves, geralmente, conotando o vôo dos sonhos e da poesia, antídotos às distopias que dominam a sociedade angolana desse período, como revela o poema a seguir: A aura da saudade,
idade do tempo,
envolve o vazio. No cio. ,
O auge da sensação encoberta,
descobre no drama do destino,
O pino de uma andorinha,
piando poesia! ,
O cio poético muitas vezes se instituiu, entre os poetas dos anos 80 e 90, como um freqüente elemento de combate ao tédio provocado pela devastação da pátria. Também na poesia de António Panguila esse erotismo se expressou pela tesão que, a par do clima de angústia e amargura, não deixou de perseguir a foz dos sonhos: esta tesão que me persegue,
há-de sufocar meu inocente sangue,
se as vozes do céu radiante,
não excitarem as lágrimas de meus poros,
a encontrar a foz do sonho,
para capitalizar a desgraça,
a esgravatar a terra queimada. ,
John Bella, jovem poeta, oriundo das Brigadas Jovens de Literatura, elegeu a estação da seca (chamada «kixibu»),ocasião em que o cereal («masangw») baloiçava esfomeado. Focalizando o clã de Ngombe, denunciou a miséria dos povos pastores de Angola, vítimas também das guerras que arrasaram o interior do país. Em versos que mesclam o português com palavras de línguas de etnias angolanas, apontou para o vazio circundante, embora ainda restassem como esperança o sonho e a chuva: O vácuo,
em´ bebido,
no sonho d´aurora,
nomes marcados,
com a cor da chuva,
neste clã,
oh Ngombe,
masangw baloiça esfomeado,
no mel do pote há kasumuna,
e os restos que o Cágado comeu? ,
gado ingeriu sementes,
cujas matérias fecais,
produziram kixibu ,
Muitas vozes da poesia angolana dos anos 90 refletiram acerca desse mal-estar ante o estado de penúria social vivido por Angola. Grande parte dos poetas advertiu para a atmosfera sufocante de melancolia, como demonstram, por exemplo, os versos de Rui Augusto: Retalhos de frustrações/ de horizontes fechados aquém das promessas
Não obstante a falta de perspectivas em relação ao social nos anos 90 em Angola, observamos que a poesia dessa fase nunca deixou de se oferecer como força geradora de utopia, pois os poetas continuaram a crer no poder transformador da linguagem poética, sonhando, segundo Adriano Botelho de Vasconcelos, com um lugar à passagem da lua/ que virá fecundar o valor da palavra.
Também as produções líricas posteriores à paz firmada em Angola, em abril de 2002, almejam esse lugar. João Maimona se impõe como intérprete da beleza. Em sua poesia, a palavra se encontra em ressurreição permanente, em diálogo intersemiótico com telas de Van, conforme apontou Jorge Macedo, no prefácio a essa obra.
Paula Tavares, em Ex-votos, publicado em 2003, percorre os marcos geodésicos da memória . Seus poemas desse livro efetuam uma cartografia do sagrado angolano, recriando cenas das tradições que se mantiveram esparsas sob os cacos votivos de inúmeras promessas e ex-votos formulados no decorrer dos séculos. Ex-votos se constrói, assim, como labiríntica e religiosa religiosa no sentido etimológico de religação cósmica com as origens viagem pela história, à procura da miragem de uma terra a dar à luz luas de prata.
Outra significativa voz do mais recente lirismo angolano é Abreu Paxe, autor de A chave no repouso da porta, Prêmio António Jacinto de Poesia – 2003, cujos poemas pressagiam importantes mudanças para o contexto político angolano dos próximos anos. O eu-lírico, com a serenidade de quem tem na mão a chave da porta, sabe que esta não tardará a se abrir. O poeta, então, se torna arauto da sonhada harmonia: O luar descia orgânico(...) / luas subiam as épocas (...) / nasciam face os textos cultivados (...) .
Encerrando nossas reflexões, observamos que os temas do amor e do direito à fantasia e à imaginação começam a ser uma constante nas recentes produções literárias de Angola, o que se verifica também em algumas obras de ficção como em Um anel na areia, de Manuel Rui. Outro viés que se delineia é o da correspondência entre as artes, onde literatura e pintura dialogam como ocorre, por exemplo, no já mencionado Lugar e origem da beleza, de João Maimona, e nas estórias do livro Conchas e Búzios, de Manuel Rui Monteiro, onde as letras dos textos contracenam com telas do famoso pintor moçambicano Malangatana Valente.
Constatamos, por fim, que, malgrado o hermetismo da linguagem do lirismo angolano dos últimos anos, é recorrente, neste, a metáfora do luar, cujas conotações assinalam o sonho, o erotismo e a procura, por parte dos poetas, de inovadoras belezices estéticas capazes de iluminarem e renovarem as propostas estéticas que virão caracterizar este terceiro milênio.
Notas Bibliográficas
1 KANDJIMBO, Luís. A nova geração de poetas angolanos. In: Austral. Revista de Bordo da TAAG. Nº 22. Luanda, outubro a dezembro de 1997. p. 21.
2 KANDJIMBO, Luís. A nova geração de poetas angolanos. In: Austral. Revista de Bordo da TAAG. Nº 22. Luanda, outubro a dezembro de 1997. p. 21.
3 MATA, Inocência. «A poesia de João Maimona: o canto ao homem total ou a catarse dos lugares-comuns». In: Revista da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Lisboa, 1993. nº 15-5ª série. pp.181-188.
4 MAIMONA, João. Idade das palavras. Luanda: INALD, 1997. p. 81.
5 MAIMONA, João. Lugar e origem da beleza. Luanda: Ed. Kilombelombe, 2003. p. 109.
6 MAIMONA, João. Lugar e origem da beleza. Luanda: Ed. Kilombelombe, 2003. p. 33.
7 MAIMONA, João. Lugar e origem da beleza. Luanda: Ed. Kilombelombe, 2003. p. 95.
8 MENDONÇA, José Luís. Quero acordar a alba. Luanda: INALD, 1997. p.37.
9 ANDRADE, Fernando Costa. Luanda: poema em movimento marítimo. Luanda: Maiadouro, 1997, p. 29.
10T AVARES, Paula. Dizes-me coisas amargas como os frutos. Lisboa: Caminho, 2001. p.18.
11S ANTANA, Ana de. Sabores, odores & sonhos. Luanda: UEA, 1985. p. 47.
12 MELO, João. Tanto amor. Luanda: UEA, 1989. p. 52.
13 Kafukeno, Fernando. Sobre o grafite da cera.Luanda: Kilombelombe, 2000. p. 35.
14 Kafukeno, Fernando. Sobre o grafite da cera.Luanda: Kilombelombe, 2000. p. 49.
15 MENDONÇA, José Luís. Ngoma do negro metal. Luanda: Chá de Caxinde, 2000. p. 15.
16 CRISTÓVÃO, Conceição. Amores elípticos ( entre o amor e a transparência). Luanda: Edição do Autor, 1996. p. 15.
17 JALA, João. O gosto da semente.Luanda:INIC; Instituto Nacional das Indústrias Culturais, 2000.
( Colecção "A Letra", 2ª. Série, nº 19), p. 17.
18 MANUEL, Ricardo. Bruxedos de amor. Poesias eróticas.
Luanda: Kilombelombe, 1998. p.29.
19 GONÇALVES, António. Buscando o homem. Antologia poética. Luanda: Kilombelombe, 2000. p. 65.
20 PANGUILA, António. Amor mendigo. Luanda: Governo Provincial de Luanda, 1997. p. 5.
21 BELLA, John. Panelas cozinharam madrugadas.Luanda: Ponto Um, Indústria Gráfica. Edição Comemorativa dos 25 Anos da Independência, 2000. p.36.
22 AUGUSTO, Rui. O amor civil. Luanda: União Cooperativa Editora, 1991. (Colecção Lavra & Oficina, 92), p.15.
23 VASCONCELOS, Adriano Botelho. Abismos de silêncio. Luanda: União dos Escritores Angolanos; ABV Editora, 1996. p. 40.
24 TAVARES, Paula. Ex-votos. Lisboa: Caminho, 2003. p. 9.
25 TAVARES, Paula. Ex-votos. Lisboa: Caminho, 2003. p. 41.
26 PAXE, Abreu. A chave no repouso da porta. Luanda: INIC, 2003. p. 33.