Existem 231 artigos de críticas e ensaios agrupados em 12 página(s).
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As Literaturas Africanas e o Jornalismo no Período Colonial1
Por: Jurema JOSÉ DE OLIVEIRA

O momento em que se verifica o início de regularidade na atividade literária e, nos moldes ocidentais, cultural na África está intimamente ligado à implantação, ao desenvolvimento e à ampliação do ensino privado ou sancionado pelo Governo da Metrópole.

 

Erros que Matam1
Por: Jurema JOSÉ DE OLIVEIRA

O outro nunca é naturalmente outro: é preciso torná-lo outro seduzindo-o, tornando-o estranho a si mesmo, até destruindo se não houver outro meio .2

 

Literatura Escrita e Oral : Aproximação e Distanciamento - Uma Revisitação ao Aparato Teórico
Por: Lourenço ROSÁRIO

O desenvolvimento do conhecimento e a constituição do sistema epistemológico que reflicta o pensamento sobre determinadas matérias ou objecto de estudo, não pode ser tomado como sendo objectiva e univocamente acabado.

 

Língua portuguesa e identidade nacional em José Luandino Vieira
Por: Deize PEREIRA BEBIANO

É através da literatura oral africana que tradicionalmente ocorria a transmissão de conhecimentos de uma geração a outra. Por muito tempo, essa forma de expressão africana foi considerada de menor valor, mas aos poucos foi obtido o reconhecimento em veículos culturais de maior expressão. Os poetas com origem na literatura oral tinham como preocupação central a situação de opressão do povo sob os colonizadores, e o papel da mulher na sociedade em transformação. Em Angola, antes da independência, nas décadas de 1950 e 1960, a procura da identidade nacional foi realizada por meio da poesia, instrumento para a busca da autenticidade emocional vinculada à luta nacionalista.

 

ENTRE A MEMÓRIA E A HISTÓRIA: a poesia
Por: Jurema JOSÉ

O passado apresenta várias versões, ele está imbricado entre a memória e a história e encontra na linguagem artística o suporte decisivo que "reduz, unifica e aproxima no mesmo espaço histórico e cultural a imagem do sonho, a imagem lembrada e as imagens da vigília atual" (BOSI, Ecléa, 1995, p.56). A memória traz à tona não só as percepções passadas, mas as sensações do presente que confluem e se complementam no instante da criação como força subjetiva e produtora dos símbolos profundos e ativos para compor o universo estético do escritor.

 

Luanda literária a várias cores O tema do racismo em Luandino Vieira e Uanhenga Xitu
Por: Ana LOPES DE SÁ

O racismo é um conceito que apresenta diversas definições e, quando concretizado na prática social, encerra inúmeras formas de se manifestar. Em termos globais, esta ideologia assente nas diferenças (chamadas) rácicas propõe que há sociedades inferiores a outras, que são, assim, desvalorizadas, discriminadas, estereotipadas e não raro coisificadas.

 

Uma Leitura de A Árvore dos Gingongos, de Maria Celestina Fernandes
Por: Edna BUENO

Maria Celestina Fernandes, autora de A Árvore dos Gingongos, nasceu no Lubango, em setembro de 1945, e tem descendência quimbunda. Foi para Luanda com os pais criança ainda; nesta cidade cresceu e completou os estudos secundário e superior. Viveu, portanto, o final do tempo da colonização portuguesa em Angola. Presenciou toda a guerra contra os portugueses colonizadores, que teve início em 1961 e durou até a independência proclamada em 11 de novembro de 1975.

 

Pedagogia do silenciamento: da violência do opressor à resistência do oprimido
Por: Maria do Carmo SEPÚLVEDA CAMPOS

A língua materna do colonizado, aquela que é nutrida por suas sensações, suas paixões e seus sonhos, aquela pela qual se exprimem sua ternura e seus espantos, aquela enfim que contém a maior carga afetiva, essa é precisamente a menos valorizada. Não possui dignidade alguma no país ou no concerto dos povos.

Albert Memmi

 

Elementos para o conhecimento da poesia contemporânea angolana (Da segunda metade da década de setenta até ao ano 2005) (Proposta)
Por: Abreu PAXE

A poesia contemporânea angolana vem sendo conhecida pela sua produção: através de concursos literários, das edições, das associações literárias, da media, das feiras do livro, em suma das instituições literárias surgidas no país depois da independência e pela crítica. Esta poesia, nos nossos dias, apresenta diversas linhas de investigação literárias.

 

As (A)Notações Sobre a Infância e a (Re)Construção da Identidade Angolana em Eu à Sombra da Figueira da Índia de Alberto Oliveira Pinto
Por: Érica Antunes PEREIRA

Para começo de história...

Ler a obra Eu à sombra da figueira da Índia sem conhecer a história pessoal de Alberto Oliveira Pinto é sabê-la apenas em parte, de superfície, destituída de circunstâncias que revelam o complexo processo de (re)construção da identidade angolana experimentado pelo autor a partir da (re)criação da própria infância passada em Luanda, na confortável residência do Beco do Balão, durante a década de 1960.

 

ESCARCÉU DOS CORPOS
Por: Fábio DE OLIVEIRA RIBEIRO

As relações entre literatura e sociedade tem ocupado o centro da atenções da teoria e crítica literárias a bastante tempo. O presente trabalho tem por objeto a análise do realismo fantástico de Jorge Miguel Marinho e o contexto histórico-social em que uma de suas obras foi produzida.

 

Assomada Nocturna: Quando o passado reescreve o futuro
Por: Elsa RODRIGUES DOS SANTOS,MARIA ARMANDINA MAIA ,INOCÊNCIA MATA

Viver sob o sol é a nossa condição irreversível. E também sob a sua sombra. José Luís Hopffer C. Almada in "O Parto da Sombra ou Confissões do Autor", À Sombra do Sol, volume I, Praia,1990

 

A Poesia Contemporanêa nos Países Africanos de Língua Portuguesa: Arlindo Barbeitos, Eduardo White, José Luís Mendonça, Luís Carlos Patraquim e Ruy Duarte de Carvalho Jurema Oliveira - UERJ /Brasil
Por: Jurema JOSÉ DE OLIVEIRA

As vozes que despontam no cenário literário africano na contemporaneidade consolidam uma luta travada nos primórdios das guerras pela descolonização nos países africanos de língua portuguesa.

 

Tempo e Memória nas Águas de Um Rio
Por: Valci VIEIRA DOS SANTOS

O objetivo deste trabalho é mostrar a possibilidade de diálogo entre os contos «A terceira margem do rio», de Guimarães Rosa e «Nas águas do tempo», do escritor moçambicano Mia Couto. Ambas narrativas se constróem em torno de um rio cuja simbologia nos autoriza direcionar sua leitura para a busca do conhecimento através do resgate de uma memória ancestral, garantidora da perpetuidade humana.

 

Um Ar de Cinema na Literatura de Honwana: «Inventário de Imóveis e Jacentes»
Por: Luis MAFFEI

O cineasta Andrei Tarkovski, ao refletir acerca das diferenças entre literatura e cinema, afirma que, na literatura, tudo é recebido pelo leitor de «maneira subjetiva» (TARKOVSKI, 1998, p. 211), de acordo com suas «predileções» e «idiossincrasias». Já o cinema é «a única forma de arte em que o autor pode se considerar como o criador de uma realidade não convencional, literalmente, o criador de seu próprio mundo. (...) Um filme é uma realidade emocional, e é assim que a platéia o recebe – como uma segunda realidade».

 

A Alma Feminina: Uma Pintura Dilacerada Pela Colonização
Por: Raquel CRISTINA DOS SANTOS PEREIRA

Arde em ti
a carne despudorada
de dor, culpa e desespero
O brilho das lanças
não apaga o fogo
de tua alma suja,
O sangue não purifica
tua carne maldita,
manchada de Vergonha,
És a vitória
da vida suja
que sai vermelha
de entre tuas pernas
. Séculos se passarão
até que tua vergonha
te liberte da Mão Santa do Senhor.

Fátima Borges (Diretora teatral e Escritora)

 

O Perfume e o «Entrelugar» no Sujeito em Busca de Sua Autognose
Por: Fernanda DIAS DE LOS RIOS

«Procuro despedir-me do que aprendi
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
Desembrulhar-me e ser eu, ..»
(Fernando Pessoa, 1997, p.43)

 

O Conceito de Leveza em Mia Couto e em Roberto Chichorro
Por: Miriam DE ANDRADE LEVY

Este trabalho integra o projeto «Letras e Telas: Sonhos, Paisagens e Memórias em Poetas e Pintores de Moçambique», coordenado pela Professora Doutora Carmen Lúcia Tindó Ribeiro Secco. Ao invés de traçar paralelos entre uma tela e um poema, trabalharemos com o conto «O embondeiro que sonhava pássaros», de Mia Couto, por ser escrito em prosa poética, o que pressupõe um conceito lato de poesia. A tela escolhida foi «Concerto para noite de luar», de Roberto Chichorro.

 

Firipe Beruberu, O Quixote Moçambicano
Por: Marcelo PACHECO SOARES

«E nisto acudiu o barbeiro:
– Peço a Vossas Mercês que me dêem licença
para narrar um breve caso que (...), por vir aqui
de molde, sinto vontade de contar»
(Dom Quixote - Miguel de Cevantes)

 

A Gotinha Rebolinha: Uma Narrativa Infantil Angolana Juraci Coutinho de Pina
Por: Juraci COUTINHO DE PINA

É uma das mais árduas tarefas que conheço
colocar-se a gente no nível da criança; e é
característico de um espírito bem formado e
forte condescender em tornar suas as idéias
infantis, a fim de melhor guiar a criança.
Montaigne *

 

 

 

 

 


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