Existem 69 Entrevistas agrupadas em 7 página(s).
Está a ver as 10 mais recentes.
Página 1 | próxima página >>


O Debate É Mil Vezes Mais Estimulante
Adriano Botelho de VASCONCELOS

O Semanário Angolense, no pretérito mês de Março, entrevistou o poeta Adriano Botelho de Vasconcelos, Secretário-geral da União dos Escritores Angolanos. Com a devida autorização do S.A, publicamos na íntegra a referida entrevista para que os nossos visitantes conheçam a natureza do debate e polémicas que surgiram depois da entrevista do poeta e romancista Agualusa.



Entrevista ao Novo Jornal
Viver a literatura com os olhos cheios de África

Inocência MATA

Entrevista de BRUNA PEREIRA
Fotos de BRUNO BARATA

Nasceu em São Tomé e Príncipe, fez os estudos secundários em Angola e vive em Portugal desde o início dos anos 80. Doutorada em Letras pela Universidade de Lisboa na área das Literaturas Africanas de Língua Portuguesa e autora de várias obras aclamadas pela comunidade académica internacional, Inocência Mata é actualmente um dos nomes de referência na área dos estudos literários e culturais lusófonos.



"O momento comanda o sentimento e a capacidade para intervenção"
Garcia BIRES

Apesar de não usar uma metodologia rígida no seu processo de criação poética, o escritor angolano Garcia Bires apresenta aos seus leitores vários estágios de maturação literária. É de se aconselhar ler as suas obras do início para o fim e não o contrário. Garcia Bires assume-se como um poeta que canta o amor e a vida e, sobretudo, as suas raízes.



"O trabalho com os acervos literários é importantíssimo"
Tânia MACEDO

Somente no acto do lançamento de Boaventura Cardoso, a escrita em processo, notei que o “autógrafo” era o pretexto que faltava para convidar a Prof. Dra. Tânia Macedo a falar sobre literatura angolana e os seus "fazedores". Investigadora e docente da Universidade de São Paulo (USP), Tânia Macedo tem um currículo intrinsecamente ligado à literatura e à Angola.



"Quando o Hino Nacional é cantado no basquete e no futebol e a selecção ganha, choro de alegria."
Manuel Rui Alves MONTEIRO

Entrevista de Isaquiel Cori

Manuel Rui, autor do Hino Nacional da República de Angola, a par do músico Rui Mingas, é, hoje, um homem inteiramente dedicado à criação literária e à advocacia, embora já tenha exercido vários cargos políticos e académicos. Foi Director-geral da Informação, Ministro da Informação no Governo de Transição para a Independência e, posteriormente, Director da Faculdade de Letras do Lubango e do Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED), além de professor universitário.



"Escrevo quando sinto necessidade de contar uma história verdadeira"
Manuel Pedro PACAVIRA

Entrevista de Aguinaldo Cristóvão

Manuel Pedro Pacavira é um dos escritores angolanos cuja obra se centra num espaço peri-urbano, onde viveu e onde buscou influências literárias. Nesta conversa, o escritor revela-se como nacionalista e testemunha ocular do processo revolucionário que levou o seu país à independência. Com 14 anos e a quarta classe feita, foi preso sem qualquer motivo, tendo sido retirado da casa dos seus pais, na calada da noite, e levado para os calabouços do Posto Administrativo da vida. Nomes como António Jacinto, Luandino Vieira, António Cardoso ou o Cónego Joaquim Manuel das Neves fazem parte da memória de Manuel Pedro Pacavira. O 4 de Fevereiro Pelos Próprios é um dos livros mais recentes do escritor, que traz as memórias da sua participação neste processo político. Aliás, foi este processo que o levou à prisão e a, nas celas da cadeia de S. Paulo, começar a escrever sobre a sua infância.



Urge a necessidade da existência de uma nova consciência literária em Angola
Carlos PIMENTEL

Entrevista de Aguinaldo Cristóvão

Se falarmos de António Carlos Frota Tendinha de Pimentel Teixeira, o leitor levará algum tempo para inferir que, frente a este extenso nome, estamos abreviadamente em presença de Carlos Pimentel, escritor angolano, reconhecido poeta e contista, que revela-nos um interessante perfil literário, iniciado curiosamente numa sala de aulas, onde não conseguiu desenhar um elefante e ultrapassou a barreira que separa o autor do escritor. A atribuição do prémio Noma de Literatura para a obra Tijolo a tijolo, que deveria ser reeditada, é apenas um exemplo. Mas, do autor, sobressaem outras facetas, sendo relevante a de cronista do Jornal de Angola, com a conhecida coluna Crónicas com Pimenta. Propositadamente, esta conversa tem o título de uma interrogação que se impõe entre os escritores. Foi igualmente por provocação que perguntamos ao poeta o que fazer, para que o mesmo volte a escrever. Estes ingredientes já são suplentes para convidar o leitor a viver momentos de Literatura!



A Busca Permanente do Outro
Adriano Botelho de VASCONCELOS

Adriano Botelho de Vasconcelos é o Secretário-Geral da União dos Escritores Angolanos e tem recebido aplausos por parte dos membros fundadores e não fundadores pela actividade desenvolvida.



"Para mim, o que conta mais é ter leitores em Angola"
Sousa JAMBA

Entrevista de Aguinaldo Cristóvão

O conflito armado, que durou 30 anos, levou à emigração de vários angolanos. Das memórias deste tempo consta o nome de um jovem que viria a tornar-se jornalista e escritor. Sousa Jamba é natural do Huambo, tem o umbundo como língua materna, e fala com semelhante aptidão o inglês e o português. Não espanta que o livro africano que mais o marcou seja The Man of the People, de Chinua Achebe. Sousa Jamba fez todos os estudos em língua inglesa, na Zâmbia, em Londres e nos Estados Unidos. Porém, afirma que nunca se desligou do continente africano e que nem pode ser considerado um exilado. Este cronista fala da paixão pelo jornalismo e "O meu sonho é ter uma bolsa para ir a uma instituição portuguesa ou brasileira para estudar, seriamente, a literatura portuguesa. Infelizmente, eu não faço parte do establishment literário", revela.



"Sou um poeta de circunstância"
António FONSECA

Declara-se como "um economista na área da cultura". O escritor António Fonseca apresenta nesta entrevista um roteiro da sua bibliografia, ressaltando os aspectos culturais da realidade angolana. Quadro do Ministério da Cultura, já exerceu inúmeros cargos directivos, desde o INALD à ENDIPU. Voltando às letras, diz que o termo recorrente nas suas obras está nas raízes culturais. "As pessoas às vezes não percebem muito bem o que um economista faz na cultura, mas devo dizer que é algo fundamental, porque a cultura tem o seu lado de ligação com a economia." Poeta de obra solitária, tem-se revelado como ficcionista e investigador da cultura angolana. Sobre o assunto admite: "Não escrevo sempre poesia. Há épocas em que escrevo muito e outras em que não escrevo nada. Isso tem muito a ver com o estado de espírito, observância ou vivência de circunstâncias; umas vezes sou nostálgico, outras expansivo e às vezes também melancólico. Isso para dizer que não há um elemento que de uma maneira particular me sirva de inspiração na escrita poética". Prova disso está em qualquer dos livros que tem lançado.

Entrevista de Aguinaldo Cristóvão





Webdesign: ABV / EBONet Media
Programação EBONet Media
Telef: 323205 / 322421 Fax: 323205
Comentários ou sugestões, E-mail: uea@uea-angola.org