Só o pensamento e a acção perspectivados como diálogo criativo com o mundo e com a vida permitem alargar horizontes nessa incessante luta entre a tendência para a adaptação ao real e a tendência para a superação dos seus limites – duas dimensões presentes em todo o processo de desenvolvimento humano. Todavia, há que salientar, como condição essencial da eficácia desse diálogo, a possibilidade de ele se fundamentar em informação válida isto é, em dados comprovados e, portanto, operativos.
É também a prática do diálogo que, contrariamente o vício da compartimentação rígida entre consciência individual e consciência social permite que entre esses dois pólos se criem outros níveis de comportamento. Formas mais elaboradas de comportamento serão o suporte de uma unidade dinâmica na sociedade, assente na pluralidade – alternativa fecunda em relação a uma concepção puramente formal de unidade resultante da justaposição de estruturas monolíticas. Nessa unidade dinâmica se elabora a síntese criativa que a constituição de um universo de valores culturais implica.